HÖRZ
Um caminho possível para a madeira urbana: origem documentada, transformação artesanal e retorno à sociedade como arte funcional.

A arborização urbana não é apenas paisagem. Cada árvore carrega tempo, sombra, presença e memória. Quando seu ciclo no espaço público se encerra, surge a oportunidade de preservar parte dessa história em uma nova forma.
Galhos, folhas e troncos são, muitas vezes, tratados apenas como resíduos vegetais. O Raiz do Tempo demonstra que parte desse material pode ser reinterpretada, selecionada e transformada em arte funcional. Quando há origem documentada, manejo autorizado e potencial estético, a madeira urbana pode ganhar um novo ciclo.
A HÖRZ Ateliê propõe a prefeituras e órgãos ambientais uma cooperação voltada ao reaproveitamento qualificado de madeiras provenientes de manejos urbanos autorizados. O que seguiria como resíduo passa a ocupar um novo lugar: cultura, design, sustentabilidade e arte.
Cada peça se vincula a uma erradicação autorizada, com processo administrativo e termo de compromisso ambiental como parte do registro da obra.
Troncos de porte que seguiriam para trituração ou aterro são selecionados pelo potencial artístico e retirados do fluxo de resíduo vegetal.
A árvore que pertenceu ao espaço urbano volta à sociedade em forma de arte funcional, carregando identidade, memória e valor simbólico.

Levantamento da árvore no espaço público, com registro do endereço e da espécie.

Erradicação conduzida sob autorização do órgão ambiental, formalizada em processo próprio.

O tronco é transportado e estocado para secagem, deixando de ser resíduo e virando matéria-prima.

A forma não é imposta, é revelada: veio, fissura e curva natural participam da criação.

A obra retorna à sociedade como peça funcional e única, com a origem registrada.
“Antes da peça,
havia uma árvore.”
A obra Pandiá nasce de uma árvore urbana na Avenida Pandia Calógeras, em Londrina. Antes de se tornar banco, ela fazia parte da rua, da paisagem e da memória do entorno. É o primeiro caso concreto do Raiz do Tempo.
A madeira utilizada na obra Pandiá tem origem em uma erradicação autorizada pela Secretaria Municipal do Ambiente (SEMA), formalizada por Termo de Compromisso Ambiental — Área Pública, integrante ao Processo SEI nº 19.023.198838/2025-51. A árvore era da espécie Tipuana, com aproximadamente 12 metros de altura, no passeio público da Avenida Pandia Calógeras, 389, Shangrilá, em Londrina.
A partir do tronco original nasce o Banco Pandiá: uma peça escultórica, funcional e única. Sua forma preserva a força da árvore e transforma a madeira urbana em presença. O banco não é apenas um objeto de uso — é um registro material de transformação.